Combinando areia e mar, o Remo Costeiro de Velocidade fará sua estreia olímpica em Los Angeles 2028. O novo e emocionante esporte olímpico consiste em uma corrida, seguida de uma remada e outra corrida, tudo de volta à mesma linha de largada/chegada na praia. Os atletas (previamente classificados) começam com um sprint de 50 metros (corrida rápida) pela areia até os barcos de casco aberto, de um lugar (single skiff ou C1x) ou dois lugares (double skiff ou C2x) onde remam os primeiros 250 metros cruzando em zigue-zague pela primeira e segunda boias precisamente alocadas formando uma raia para cada equipe até sua terceira e última boia onde os remadores em seus barcos realizam a conversão no entorno destas últimas em um giro de 180° e, então, dá-se o retorno à praia nos outros 250 metros de remada, navegando entre ondas e arrebentação. Ao retornarem à margem, os atletas saltam dos barcos e correm na areia os últimos 50 metros de sprint final para cruzar a linha de chegada em disputa pela primeira colocação. Ainda há outro tipo de barco com 5 lugares denominado quad skiff com (quádruplo com timoneiro) onde sua capacidade comporta 4 remadores + 1 timoneiro (C4x+) à popa. Este novo esporte exige remadas potentes, agilidade, um profundo conhecimento do comportamento da água e pernas rápidas – prometendo muita emoção para os fãs dos Jogos Olímpicos de Verão 2028 (LA28 Olympic Games) a serem realizados na Costa de Belmont, na Califórnia, EUA.

Coastal Rowing

Beach Sprint

Regras do Remo Costeiro / Coastal Rowing Rules

As Regras do Remo Costeiro estão, oficialmente, registradas e dispostas no website World Rowing (www.worldrowing.com) da 'Federação Internacional de Sociedades de Remo' - FISA (Fédération Internationale dês Sociétés d’Aviron), organização esta que se dedica a regular as normas do desporto do remo a nível mundial, bem como de celebrar, periodicamente, competições e eventos junto a países federados.

Fonte: https://rules.worldrowing.com/rules/coastal-beach-sprints

Para conhecer mais a fundo sobre o esporte Beach Sprint (Coastal Rowing), acesse o conteúdo disponibilizado pelo Remo Brasil clicando aqui.

Como funciona, na prática, uma Competição de Beach Sprint?

Primeiramente, vamos abordar 'a prática' com um olhar para a formação de atletas (team) a participarem de competições nacionais e internacionais (de nível olímpico). Em segundo plano, vamos, simplesmente, explanar a prática em si de uma remada amadora, ou de lazer.

Como já exemplificado no primeiro parágrafo acima nesta página, existe uma organização prévia de equipes seja em âmbito de clubes de remo ou time nacional (CBR, em exemplo) formadas por categorias: sexo, idade (nível), peso, para-remo ou olímpicas e paralímpicas. Definidas as categorias, existem torneios nacionais ao longo de temporadas (campeonato brasileiro interclubes e seletivas nacionais além de testes de avaliação física e técnica) a fim de registrar marcas/evolução (tempo, colocação e regularidade dos atletas) com a missão de alcançar níveis de rendimento olímpico (ranking) e futura classificação (boletins técnicos oficiais e normas de convocação), homologação e inscrição para determinada prova internacional representando a federação, o seu país.

Partindo do princípio que os atletas (team) já estão em uma competição (organização de modo geral do evento esportivo) de Beach Sprint representando seu clube ou seu país, os atletas são chamados e justapostos por árbitros de prova em uma linha de largada/chegada, é emitido visualmente e sonoramente o sinal de largada e, então, a prova é iniciada com uma corrida de 50 metros na areia até seus respectivos barcos (single skiff [C1x], double skiff [C2x] ou quad skiff [C4x+]) e auxiliados ao embarque nos mesmos. Quando a competição é realizada em barcos single skiff, a denominação, por si só, já indica que será apenas um atleta a remar. Já em barcos double skiff, há dois atletas remadores, sendo que um fica aguardando, já embarcado (mais à proa), a sua dupla chegar da corrida de largada e embarcar também para, assim, dar início à navegação. Neste caso de barcos double skiff, o atleta que estava aguardando sua dupla, inicialmente, é quem irá encerrar a prova. Já em barcos quad skiff com possui uma característica especial onde quem corre os primeiros 50 metros é o timoneiro (+) da equipe e, logo, ao retorno à praia, quem desembarca é o remador mais à proa do barco, finalizando, assim, os últimos 50 metros de sprint final até a linha de chegada. Estas alternações dá-se, simplesmente, por conta de quem está mais próximo da margem e por segurança física durante embarque e desembarque dos atletas. É habitual que em quaisquer dos barcos seja single, double ou quad skiff possuam nestes coletes salva-vidas para cada atleta na embarcação, embora, em tese, seja exigido dos atletas que possuam, cada um, proficiência em nado, já que o esporte de remo possua particularidades técnicas ativas em ambiente aquático. Árbitros de prova ficam à margem da praia sinalizando com bandeirolas e com os braços as posições adequadas dos barcos na água. Também pode haver árbitros na água, em suas próprias embarcações, para orientação aos atletas em navegação durante a prova. Com remadas sincronizadas e fortes, os atletas remam (em suas raias) rumo (3° aprox.) à primeira boia (+85m, slalom 1) onde devem passá-la por bombordo (à esquerda do barco tendo a proa como referência) rumo (guinar -9° aprox.) à segunda boia (+85m, slalom 2) e passar esta por boreste (direita do barco tendo a proa como referência) rumo (guinar 11° aprox.) à terceira e última boia (+80m), precisamente alocadas. Já no ato de realizar a conversão de retorno à praia, os atletas contornam a bombordo esta última boia em um giro de 180° graus em seus barcos e, então, dá-se a 'explosão' final da remada empregando, ainda mais, toda sua técnica e força a fim de se distanciar de seu oponente na prova e galgar segundos de diferença à frente que podem ser decisivos no sprint final, nos últimos 50 metros de corrida na areia até a linha de chegada. Um dado importante, talvez, a ser levado a estudo ou consideração é de como se daria a classificação (pontuação) nas etapas eliminatórias locais e interclubes já que fatores naturais como: temperatura, visibilidade, direção e intensidade do vento, ondas, estado da areia e da água, corrente e maré podem influenciar, diretamente, no desempenho (técnico, tempo e colocação) e eficiência (física e psicológica) dos atletas. O mesmo aplicando-se aos atletas em competições mundiais, que são submetidos a estes fatores naturais e fisiológicos, postos, literalmente, à prova justa ou infrutuosa. Assim que os atletas chegam à margem e desembarcam, a lembrança de seus rigorosos treinos e de seus objetivos são 'postos em xeque' e, se a disputa está acirrada, vale até 'saltar de peixinho' na linha de chegada para apertar o botão que registra sua marca (seu tempo e sua colocação). Nossa! Se o coração acelera só em já ler isto, imagina estando dentro de uma prova olímpica!

Em segunda ótica, estão as atividades náuticas de lazer ou mesmo as competições amadoras de remo (esporte e recreio), onde estas não contemplam a formação oficial de atletas/times com representatividade em clubes e federações em caráter olímpico/paralímpico. Seja por lazer ou por equipes amadoras, as atividades de Beach Sprint, nestes formatos, não são promovidas, endoçadas ou supervisionadas por órgão responsável, como a Confederação Brasileira de Remo - CBR. Todavia, pode-se levar em consideração o emprego das técnicas do remo oficial, justo por se tratar de uma modalidade olímpica com regras e princípios fundamentais do remo, em exemplo. Mesmo que não estajam enquadradas em evento desportivo de caráter olímpico/interclubes, não se deve deixar de ser tratadas com responsabilidade, capacidade técnica e supervisão de um responsável maior de idade, pois esta modalidade de remo pode, sim, também contemplar idade inferior a 18 anos (12 a 18).

Independentemente do enquadramento da atividade de beach sprint a ser desenvolvida, se de cunho oficial (olímpico/paralímpico) ou salutar (lazer/amador), as regras de navegação devem ser seguidas, rigorasamente, a fim de evitar sinistros e risco à vida, justo por ser praticada em ambiente aquático/hostil (correntes e marés dentre outros fatores elegíveis) e pelo tráfego de embarcações no local além do limite geográfico previsto de 100m da margem (costa/orla). Portanto, nestas condições, exceto as competições oficiais interclubes e mundiais/olímpicas que possuem maior apoio logístico e de segurança com alcance até a marca de 250m da praia, sugere-se que as de lazer/amadora sejam praticadas até 100m da linha base da praia, ou seja, da margem e nas áreas pré-definidas pelos órgãos competentes (Marinha do Brasil _ Capitanias dos Portos regionais). Vide normas de segurança de navegação clicando aqui.

A prova de Beach Sprint possui um total de 600m de ação, dividida em: 50m de corrida inicial na areia, 500m (2x 250m) de remada ída e volta até a margem e 50m de corrida, sprint final, até a linha de chegada. É emoção a cada voga, a cada metro, a cada segundo!